Modéstia e Humildade da Virgem Maria

Jesus perdido no templo
Jesus perdido no templo

Por Santo Agostinho

Modéstia e Humildade da Virgem Maria: Ao reencontrar o Menino Jesus no templo, Maria lhe perguntou: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha, que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”. Respondeu ele: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?” (Lc 2,48.49).  

Jesus disse-lhes isso para dar a entender que por ser filho deles não deixava de ser Filho de Deus, e criador deles próprios. Mas enquanto filho do Homem, só o era há algum tempo, tendo nascido da Virgem, sem intervenção de varão.

Aos dois, entretanto, reconhece como pais. Como se demonstra isso? Pelo que Maria disse: “Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”. Antes de tudo, irmãos, não devemos passar sob silêncio a magnífica e santa modéstia da Virgem Maria, para que as mulheres, nossas irmãs, aprendam dela.  

Havia dado à luz a Cristo. Um anjo tinha vindo a ela e lhe havia dito: Eis que conceberás e darás à luz um filho e o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, chamar-se-á Filho do Altíssimo (Lc 1,32)“.

Sobre a Modéstia e Humildade:

Pois ainda que tivesse merecido parir o Filho do Altíssimo, era humílima. E não se preferia ao marido. Vemos aqui que ela não se antepôs a seu esposo, ao dizer: “Eu e teu pai”, mas sim: “Teu pai e eu”. Não levou em conta sua dignidade de mãe, mas sim a ordem conjugal.

O Cristo humilde não tinha ensinado à sua mãe a soberba. “Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos” (Lc 2,48). Quanto menos devem se mostrar orgulhosas as mulheres em geral.

Maria foi chamada de “mulher”, não porque não fosse virgem, mas por se acomodar ao costume de sua nação. Com efeito, o Apóstolo diz do Senhor Jesus Cristo: “Nascido de uma mulher” (Gl 4,4), e todavia não alterou com isso a ordem e o texto de nossa fé (isto é, o símbolo da fé), pelo qual confessamos ter Cristo nascido do Espírito Santo e da Virgem Maria, a qual concebeu virgem, deu-o à luz virgem e virgem permaneceu.

É preciso ainda ter em conta que os judeus denominavam “mulher” a todas as pessoas do sexo feminino, seguindo nisso a índole da língua hebraica.

A Modéstia e Humildade da Virgem Maria faz parte dos cem sermões Marianos de Santo Agostinho. Sermão 51, 17,18

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