A Via da dor

A via dor de Maria
A via da dor de Maria e o filho crucificado

Essa é uma via de dor que só existe na Terra. A separação física e a dor do fim da doçura da presença do amado só existe aqui. Porque no céu “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”. (Ap. 21:4)

Como diz Santa Teresa:

“Quando me alegro, Senhor, pela esperança em ver-te, penso que posso perder-te, E se dobra a minha dor: E vivo em tanto pavor, Sem na espera esmorecer, Que morro de não morrer”

Todo aquele deleite interminável, feito manancial de prazeres que jorra sem cessar tem seu fim na cruz. 

Ali justificou-se as palavras de Simeão. 

O sacrifício. Sangue. Jesus é a oferenda. Morte. Dor. Separação. Saudade. Tal como o profeta disse: “minha vida se escoou em dor, os meus anos em gemidos”. E lá estava sua mãe, vendo seu filho “barbaramente arrancado, na flor dos anos” como diz Santo Afonso. E a dor que “mais lhe custou sofrê-la, do que suportar mil mortes” como disse o Santo.

Até a luz dos meus olhos não a tenho (SL 37:11). “Ai de mim, a luz dos meus olhos, o meu caro jesus, não está comigo, vive longe de mim, e nem sei onde”, descreve Afonso. E de nada adiantaria consolá-la dizendo que jesus era o filho de Deus; que cumpriu a missão e que está agora junto do Pai. Maria queria ele ali, pra olhar, pra tocar, pra abraçar.

Na prática espiritual, a via da dor é também um caminho. Vários Santos experimentaram a dor da separação em estágios muito avançados. Uns até sofreram neles mesmos as chagas como Padre Pio. Outros quase enlouqueceram como São Francisco. A dor é real e sentida porque no amor não se distingue mais sujeito e objeto.

E só se apaziguará com o reencontro, onde a doçura novamente se restabelecerá, agora no céu onde “a rua principal da cidade é de ouro puro, como vidro transparente” e “a cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina”.

Veja o que dizem os Santos e Sábios sobre a vida da dor: clique aqui

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