Maria, Mestra da Vida Espiritual

Mestra da Vida Espiritual
Maria, Mestra da Vida Espiritual

Maria, Mestra da Vida Espiritual é um trecho retirado do dicionário de Mariologia de Salvatore.

Maria, mestra da Vida Espiritual

Maria torna-se mestra da vida espiritual para os cristãos tanto pela sua disponibilidade pessoal de obediência ao Pai, quanto porque a finalidade do culto à Virgem é exatamente a de conduzir os filhos ao Pai no Filho. Com efeito, Maria fez da sua vida um culto a Deus; por isso, ela é Mestra de vida espiritual para os cristãos, que, como ela, fazem “da própria vida um culto a Deus e do seu culto um compromisso de vida”.

O objetivo desse magistério espiritual de Maria é o de “reproduzir nos filhos as feições espirituais do Filho primogênito”. Ao honrarem a cheia de graça, os cristãos são levados a cultivar em si mesmos o estado de graça, isto é, a amizade com Deus, a comunhão com Ele, a inabitação do Espírito: “Esta graça divina impregna todo o homem e o torna conforme a imagem do Filho de Deus”. A igreja católica, ensinada pela experiência de séculos, vê um auxílio poderoso em Maria , a “Mulher Nova”, que “ao lado de Cristo, o Homem Novo”, pode conduzir o homem à sua Plena Realização.

Por isso, Paulo IV faz uma comparação maravilhosa entre o convite de Maria em Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2:5) e a voz do Pai na teofania do Monte Tabor: “Escutai-o” (Mt 17,5), para mostrar como a verdadeira devoção à Virgem é um itinerário ao Pai, por Cristo no Espírito.

Comentário:

Dentro da Mariologia há uma preocupação geral dos estudiosos em não isolar Maria de Cristo e não a tornar uma “divindade” a parte. Nesse esforço, percebe-se que o autor faz questão de dizer que o papel de Maria é conduzir os filhos ao Pai, através de Jesus. Maria não é um fim em si mesma e ela mesma assume isso quando se diz serva de Deus. Ela é um caminho (um lindo caminho, diga-se), um caminho de doçura e compaixão, que é capaz de nos levar ao centro de tudo.

Vamos refletir. A graça não nos é dada tão facilmente. Nosso empenho individual muitas vezes não basta. Como disse Montfort: “Avançamos mais em pouco tempo de devoção e dependência à Maria, do que em anos inteiros de vontade própria e contando apenas com o próprio esforço”. E o motivo é simples. Nunca houve ninguém tão próximo a Jesus como Maria. Só Ela sabe cada detalhe da vida do nosso Salvador. Ela sabe a hora dele ter fome antes mesmo dele falar. Ela sabe quando fazê-lo dormir e só pelo olhar Ela detecta o que Ele precisa. Portanto, nos espelharmos Nela é beber nessa mesma fonte. Pois através da devoção à Maria, pela contemplação, nosso coração vai se enchendo Dela e automaticamente dos cuidados apropriados a Jesus. Então, quando vemos, estamos olhando Jesus com os olhos de nossa mãe querida e poderemos ser aquilo que Cristo disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe”. (Mt 12).

Continuemos nessa linda caminhada eterna, irmãs e irmãos. Não esmoreçamos. Pelo contrário, intensifiquemos nossa prática diária. Nosso objetivo é o amor puro na eternidade.

Salve Maria!

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