Debate: Maria é mãe de Deus?

Maria, mãe de Deus
Maria, mãe de Deus

A pergunta do debate é: Maria é a mãe de Deus?

De um lado do debate o opositor, do outro o Mariano

Mariano: Na sua opinião, Maria não é mãe de Deus?
Opositor: Não
Mariano: Então de quem ela é mãe?
Opositor: De Jesus homem
Mariano: Há dois Jesus?
Opositor: Sim. Temos que separar Jesus homem de Jesus Deus
Mariano: Não é a opinião de Santo Agostinho.
Opositor: O que ele diz?
Mariano: “Assim como o homem é alma e corpo, do mesmo modo, Cristo é Deus e homem. Aquele mesmo que é Deus é homem e o mesmo que é homem é Deus, sem que se confundam as naturezas, mas na unidade de uma só pessoa”.
Opositor: Ouso discordar
Mariano: Qual sua razão?
Opositor: Sou da ideia de que Maria gerou apenas a carne
Mariano: Mas se fosse apenas a carne, Deus poderia se valer de qualquer mulher. Por que escolheria uma virgem pura e devota?
Opositor: Para que o Senhor pudesse nascer na pureza
Mariano: Então Deus escolheu segundo a carne e segundo o espírito?
Opositor: Sim, devo admitir que sim. Mas, como afirmei, Maria gerou apenas o homem Jesus
Mariano: E o homem Jesus não tinha alma?
Opositor: Obviamente que sim
Mariano: E a alma não seria, de acordo com teólogos e filósofos, inteligência, sabedoria, conhecimento, razão, consciência?
Opositor: Sim. Por óbvio.
Mariano: E por qual razão Cristo não adquiriria parte disso por obra de Maria?
Opositor: Porque já veio pronto de Deus
Mariano: Se veio pronto de Deus, por que haveria a sentença bíblica: “crescia em sabedoria, estatura e graça”? (Lc 2:52).
Opositor: Todas essas elucubrações são apenas teorias intelectuais e servem apenas de enfeite
Mariano: É também a opinião de grandes nomes históricos, incluindo Lutero
Opositor: Não creio que Lutero tenha dito coisa igual
Mariano: Sim, disse, em seu comentário ao Magnificat: “As grandes coisas que Deus realizou em Maria se resumem a ser a mãe de Deus. Daí deriva toda sua honra e bem aventurança”.
Opositor: Não deixa de ser outra opinião intelectual.
Mariano: Mas também há a sabedoria popular.
Opositor: Como sabe disso?
Mariano: Após o Concílio de Éfeso, onde se declarou Maria a mãe de Deus (Theotokos), o povo saiu pela rua festejando a nomeação.
Opositor: Isso não basta para provar a vontade do povo.
Mariano: Então retorne ao tempo dos primeiros santos. Lá pelo ano 200 DC, onde o povo já tratava Maria como mãe de Deus.
Opositor: Qual evidência?
Mariano: O papiro encontrado em Alexandria com a oração “sub tuum praesidium” o qual dizia: “debaixo da Vossa proteção, nos refugiamos, ó Santa Mãe de Deus”.
Opositor: É certo que haviam opiniões como essa, mas insisto que Maria não é mãe de Deus, mas mãe comum.
Mariano: Se fosse assim, Gabriel não a abordaria chamando-a de “cheia de graça”.
Opositor: Não há qualquer evidência bíblica que demonstre ser ela a mãe de Deus.
Mariano: Há sim, as palavras de Isabel, prima de Maria em Lucas 1,43.
Opositor: Diz a respeito do encontro na Judeia?
Mariano: Sim. Ao ver Maria chegar, Isabel chamou-a de “Mãe do meu Senhor”. E não posso ver qualquer opinião com tanto peso quanto a da própria prima de sangue.
Opositor: Assim é e devo admitir. Agradeço pelo debate.

Fim do debate “Maria é a mãe de Deus?”.

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