A origem do Santo Rosário

Bíblia Sagrada e a origem do Santo Rosário
Bíblia Sagrada e a origem do Santo Rosário

Era noite e no bosque não havia som algum senão os ruídos de animais e os gemidos e murmúrios de Domingos de Gusmão, sacerdote espanhol. Ali teve origem uma das práticas mais fortes que há no Cristianismo: O Santo Rosário.

Já era o terceiro dia de austeridade e seu corpo definhava, a beira da morte. Perto do último fôlego porém, já sem esperança, lhe apareceu numa visão magnífica uma mulher deslumbrante envolta em luz, de aspecto sereno e resplendor de mil sóis, cuja força fez o padre armar uma viseira com as mãos enquanto erguia com dificuldade seu corpo flagelado.
Era a Nossa Senhora. 

No espanto, o coração do homem palpitou. Ele engoliu seco, seu corpo tremeu e os olhos arregalaram, mas pôde ouvir claramente o que ela disse. A mulher perguntou se Domingos conhecia a arma usada pela Trindade Santa para reformar o mundo. O padre desconcertado e tomado pela humildade não soube responder e lhe devolveu a pergunta. Então Maria revelou-lhe a arma do saltério angélico, aquele das palavras de Gabriel, e mostrou-lhe o terço exortando-o a espalhar a prática da oração contínua. 
Pouco tempo depois, Nossa Senhora apareceu ao beato Alano, da ordem de Domingos, e mostrou-lhe também a sequência de repetições e seus mistérios (mais tarde o Papa João Paulo II acrescentou mais um mistério). Dali em diante, a oração do Santo Rosário se espalhou feito fogo nos corações das multidões. 

O rosário como conhecemos talvez tenha nascido ali, mas a repetição de orações em honra da Mãe de Deus é bem mais antiga.

Em 1927 foi encontrado no Egito um papiro dos tempos dos seguidores dos apóstolos e nele estava escrito o que hoje se considera a mais antiga oração à Maria: o “sub tuum praesidum” também conhecido como “à vossa proteção”, usado por cristãos perseguidos os quais já falavam em Maria como Mãe de Deus (Theotokos).

Naqueles tempos, a prática da oração repetitiva era muito usada pelos padres do deserto e até Jesus fez uso, de acordo com Marcos 14:39 “e foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras”. Os monges da época usavam um cordão artesanal de linho ou algodão e as contas eram pequenos nós que eles mesmos davam. O cordão recebeu o nome de komboskini.

 O tempo passou e a prática manteve-se intacta. Diante de perigos iminentes de guerras, revoluções ou riscos graves, Maria continuou aparecendo e recomendando a oração do terço, como em Fátima aos partorinhos e aqui no Brasil, através da Nossa Senhora das Graças em Pernambuco.

Assim como toda mãe protetora e amorosa, Maria nos trouxe essa benção, essa arma poderosa contra os ataques de pensamentos hostis e males psíquicos, pois não é estranho a ninguém que a vida seja um campo de batalhas e o fato de diariamente sermos expostos a tantos ataques de pensamentos negativos. Mas Maria nunca nos deixou e mantém-se sempre unida a nós em cada conta do Rosário. 

Tanto isso é verdade que em boa parte dos exorcismos os possuídos relatam aversão à Santa Mãe e ao colar de contas em sua homenagem. Um deles chegou a dizer ao padre Francesco, famoso exorcista, que cada conta do terço era pra eles uma “chicotada”.

Por isso nunca devemos nos desviar da oração e, com o tempo de prática, que sejamos abençoados a experimentar a bem aventurança de nos juntarmos à Maria e Jesus e oferecer a eles nossa amizade amorosa e nossos serviços mais afetuosos, assim como Montfort disse: “A Ave-Maria é um orvalho celeste que torna a alma fecunda; é um beijo casto e amoroso que se dá em Maria.”

Purifiquemos nossos corações pelo Santo Rosário. Glória aos nomes de Maria e Jesus. Todas as glórias ao Santo Terço

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