A mediação de Maria não é indispensável

Fuga para o Egito
Fuga para o Egito

A mediação de Maria é excelente, mas não é indispensável.

Vamos começar o estudo com o texto do dicionário de Mariologia de Salvatore:

“A filiação materna de Maria, entendida como a mais perfeita cooperação humana, não diminui e nem obscurece a única mediação do seu filho, porém mostra a sua eficácia e deve ser entendida de modo que nada retire da dignidade e eficácia de Cristo mediador, e nada lhe acrescente. Toda influência que a Virgem possa exercer sobre os homens nasce do beneplácito de Deus e não de necessidade: brota dos méritos de Cristo, baseia-se na mediação dele, depende dele e a ele está subordinada. Como tal, portanto, essa função materna não deve ser entendida como ação intermediária necessária entre Cristo e os crentes e não impede a união direta destes últimos com Ele; deve ser entendida, ao contrário, no sentido de que promove e facilita essa união”.

Agora vamos pensar um pouco no que foi dito.

É muito importante sabermos posicionar o papel de Maria na história da Salvação para não atribuir a ela um papel que nem ela quer vestir (pois ela se diz serva de Deus).

O único mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo e Maria pode sim intermediar nossa aproximação com o centro que é Cristo, mas, apesar de ser Ela um caminho seguro e aprazível, o caminho Mariano não é indispensável e é isso que alerta o autor.

Erram por excesso aqueles que, no fulgor da devoção, a tenham como Deusa ou como caminho único a Jesus ou a Deus-Pai. Isso não é verdadeiro e temos que tomar essa cautela. Qualquer pessoa pode alcançar o centro (Jesus Cristo ou Deus), diretamente e sem intermediários. Mas não por isso devemos dizer, como dizem alguns, que a ajuda de Maria é errada.

Não há erro nenhum em se valer do exemplo da maior serva de Cristo, para se espelhar e se encher de graça com sua contemplação. Esse é um caminho válido e seguro, assim como há tantos outros caminhos para se chegar a Cristo. Uns preferem a contemplação, por exemplo, e outros a ação. Uns preferem o estudo das palavras e outros a música. Uns gostam de peregrinar, outros de orar, outros de cozinhar ou dar-se a Jesus de alguma forma. Todos Eles chegarão em algum tempo ao objetivo, e não é correto dizer que um caminho é certo e outro não é só porque não é de sua preferência.

Sobre o caminho a Deus, Cristo sim é indispensável, como Ele mesmo prescreveu. Ninguém vai a Deus senão por Ele e isso é uma verdade, porque na era em que estamos, tão difícil de cumprir a menor das tarefas, que dirá alcançar a Deus sozinho e sem nenhuma ajuda. Por isso Cristo disse que ninguém vai ao Pai senão por Ele, o modelo perfeito de união com o Pai.

Deus é amor. Jesus é Deus-filho, Logo Jesus é amor. Maria também é amor, logo, através do amor de Maria, chegaremos ao amor de Jesus e por fim ao amor de Deus. Esse caminho natural é totalmente possível e não pode ser taxado e menosprezado por quem não trilha o mesmo caminho.

Portanto, irmãos e irmãs, não caiamos nesses dois erros: achar que Maria é necessária para alcançar Jesus e achar que a ajuda de Maria é um erro.

Maria não é necessária, mas é uma grande ajuda para as almas, principalmente as que mais têm dificuldade em avançar (eu me enquadro nesse perfil). E a ajuda de Maria não pode ser um erro porque nenhum caminho de amor que leva a Cristo pode ser errado.

Esses são os extremos pregados por fanáticos. Fujam deles. Mantenham-se no caminho da temperança e prossigam sob o exemplo de Maria. Um dia chegaremos a Cristo e veremos a verdade face a face.

Que Maria Santíssima esteja conosco até este dia chegar.
Paz de Maria, Amor de Cristo
Saudações aos devotos.

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