A mãe de todos os remidos

Mãe de todos os remidos
Mãe de todos os remidos

A mãe de todos os remidos foi escrito por P. Inácio Valle, na obra “A medianeira”

Nossa humana pequenez poderia estremecer, ante a excelsa dignidade da Mãe de Deus e de todos os remidos, e até fugir da Augusta Senhora, cujo poder se estende sobre a eterna sorte do gênero humano, se a Ela não estivéssemos ligados pelos laços sagrados e íntimos da Maternidade Espiritual.

É esta, das verdades da nossa santa religião, a que talvez mais nos enterneça o coração. Maria é nossa verdadeira Mãe, não na ordem natural, mas na ordem sobrenatural.  

E a ordem sobrenatural é uma realidade objetiva e até mais real que a própria ordem natural.

Portanto, o carinhoso título de Mãe, com que os remidos veneram e saúdam a Santíssima Virgem, não é tão somente uma palavra terna e suave, mas sim, uma palavra que significa uma verdadeira maternidade, que nos deu uma vida nova e sobrenatural.  

Daí se segue que nós não somos filhos adotivos de Maria,

mas verdadeiros filhos espirituais e sendo Ela nossa Mãe Espiritual, seu amor para conosco, em se tratando da salvação eterna, é incomparavelmente superior ao da nossa mãe, aqui na terra. A missão da mãe aqui se restringe à esta vida terrena, que é de pouca duração; a missão, porém, da Mãe Celeste se estende à vida sobrenatural que durará por toda a eternidade.  

Foi a infinita bondade e misericórdia de Deus que quis unir no Imaculado Coração da Virgem a Maternidade Divina para tudo poder e a Maternidade Espiritual para tudo conceder: uma maternidade entrega-lhe a onipotência suplicante sobre todos os tesouros celestes e a outra lhe descortina este vale de lágrimas, onde os possa distribuir, a mãos cheias, aos seus filhos desterrados.  

Maternidade Espiritual de Maria Santíssima se baseia na doutrina do Corpo Místico de Cristo, admiravelmente exposta por Pio X, na encíclica “Ad diem illum”, de 02 de fevereiro de 1904, dirigida ao mundo inteiro:

“No mesmo seio da sua castíssima Mãe, Cristo não só tomou a carne que uniu a si hipostaticamente, mas além disso, assumiu um corpo espiritual, formado por todos aqueles que haviam de crer nele; de modo que se pode dizer que, tendo Maria em seu seio o Salvador, trazia também todos aqueles cuja vida estava encerrada na vida do Salvador.

Todos, pois, quanto estamos incorporados em Jesus Cristo, do seio de Maria nascemos à maneira do corpo unido à cabeça, pelo que, dum modo espiritual e místico, mas verdadeiro, somos chamados filhos de Maria e Ela é a Mãe de todos nós.”  

Santo Irineu chamou Maria de “Virgem que nos regenerou para Deus“. Santo Agostinho diz que foi “Mãe natural da cabeça e Mãe espiritual dos membros“. Santo Alberto Magno diz que “Maria gerou um só filho natural, no qual regenerou espiritualmente todos os filhos“, porque “o Senhor uniu-nos a si nas entranhas da Virgem“.     

Outros artigos acadêmicos você pode encontrar aqui

Faça o primeiro comentário a "A mãe de todos os remidos"

Comentar

O seu endereço de email não será publicado.


*